quinta-feira, 8 de junho de 2017

Bem comum ou político?

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

Considero este um dos artigos mais bem escritos e definidos pela nossa digna Constituição, e pensar que o ambiente é justamente tratado em ambos políticos é até contraditório ver algo assim descrito na Constituição. Em debates que tenho participado é nítido a vontade e determinação de profissionais que assim como eu "sonham" com um Brasil em que seja possível gerir o nosso ambiente ao menos por pessoas que acreditam nas potencialidades que nos é oferecida e da qual dependemos. 

É revoltante saber que o nosso habitat está corrompido por interesses econômicos aos quais nem sequer abrangem a nossa população, movidos por um modelo americano que não faz o mínimo de sentido seguir. Até quando? São milhares de unidades de conservação de gabinete, inúmeras falhas num legislação ambiental vista dentre as melhores do mundo, investimentos especulativos, desenvolvimento econômico errôneo, sistema capitalista selvagem (clichê, porém realista), cidades heterotróficas e atividades conflitantes desumanas.

Como não perder a esperança? 

Acreditando no profissionalismo ao encarar conflitos e estabelecer diálogos, mostrando que a importância da coletividade que faz parte deste ambiente politicamente estuprado é a saída.





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